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Tomaz de Figueiredo a Tomaz Kim a [data desconhecida]Meu Caro Tomaz KimEspanto, uma carta minha! Pois é, mas vi no “Janeiro” de ontem o seguinte eco: Já compreendeu, não é assim? Ora V. sabe como estas coisas em Portugal costumam ser: coisas de partido. Se o conselheiro é presencista, vá de indicar livros Régio–naslistas… Se é dos da literatura piolhosa, indica, evidentemente, a malta da casa (perdoe o trocadilho), o que parece ter acontecido. Enfim, talvez que a minha “Toca do Lobo” pudesse interessar aos ingleses. Quereria V. ser tão camarada e tão amigo que "apalpasse" o caso no Instituto Britânico, sugerindo a tradução do livrinho? Vou já daqui ao encontro dum óbice que possivelmente V. oporá: (sem que saia sua cabeça, claro) da dificuldade de Tradução de certas palavras. Mas…essas palavras são todas substituíveis pelas chamadas palavras de todos os dias… Espere: se os homens quisessem o bookzinho, acrescentar-lhe-ia eu um capítulo, - já escrito – que o completaria, segundo creio. (acaba assim)
Nota: Rascunho da Carta de Tomaz de Figueiredo a Tomaz Kim. |