Tomaz de Figueiredo a Tomaz de Figueiredo a 27 de Setembro de 1966

Meu Querido Tomaz

Como vês, filho, escrevi-te mal que
cheguei. Decerto me enganei no número
da porta, ou no andar. A ver se, registada,
esta aí te chega.
Continuo bem e levantar-me às
oito. Trabalho, pouco, mas algum.
O casacão de coiro, que está a
fazer-me falta, pois ontem, já
deu a chover, acho que bastará
embrulhá-lo numas folhas de
papel forte, de embrulho.
Muitos beijos à Maria Rosa.
Grande abraço do pai e amigo

Tomaz

Douro, I
ALDEIA DE CIMA – 27 de Setembro de 1966