Tomaz de Figueiredo à Sociedade Portuguesa de Escritores a 26 de Janeiro de 1962


Consultar o 1º facsimile.

Ao poeta Alfredo Guisado, também
poeta pela simplicidade fidalga, pela
mocidade que tem de assinalar os poetas
e que, passados instantes de os conhecermos
nos levam ao sentir essencial
de que sempre os conhecemos, tanto como
Vertical:
ao pensamento de que foi plena termo-lhes perdido anos
de onvivência e comunicação.

4

A votação por tal modo equivale a
votação por lista aberta, oposta à
feição rigorosamente pessoal característica
do escrutínio secreto.
Porque

5

Mandatário e Presidente
da Mesa saberiam do voto “secreto”
do mandante.
O primeiro, para cabal
cumprimento da representação;
concedida; o segundo, ao conferir –
o que necessariamente lhe cumpria -
a correspondência da lista apresentada
aos poderes especiais concedidos.
Concluíndo

6

Renovo o protesto contra
a eleição em causa
e esse protesto o estendo, como natural
resultante, à posse dos ilegalmente eleitos.

Requeiro seja reproduzido na
acta, por transcrição de teor,
o documento hoje por mim
apresentado ao Presidente da
Assembleia Geral.
Posto isto, em face do resolvido
pela Assembleia, no tocante
a parte final do referido
documento e relativa à ilegal
nomeação de delegado, declaro
que me tiro de sócio da
Sociedade Portuguesa de Escritores.
Assim, a significá-lo, vou
retirar-me.

 

 

Nota: Rascunho da Carta de Tomaz de Figueiredo à Sociedade Portuguesa de Escritores.