Tomaz de Figueiredo a Maria Ondina Braga a 10 de Agosto de 1968

Querida Camarada

Devolvida do Douro, aqui em Lisboa
recebo a sua carta, e a ver se
ainda a previno a tempo de não
ir bater com o nariz na porta,
ao procurar-me em Aldeia de
Cima. Porque ainda demoro, em
tratamento da facada, que
foi perto de palmo, e só lá
para Setembro terei alta do
médico. No entanto, sinto-me
bem, mas, todos os dias, “ markesa“
e compressa.
Pronto, que estou com pressa: vou

jantar ao Estoril, um jantar
de circunstância – e patusco -.
Uma patusca história das
patusquíssimas que me tem
destinado a vida.

Abraço muito amigo do
Tomaz de Figueiredo

Lisboa, 10/8/1968