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Tomaz de Figueiredo a Maria Luisa e José Melo a [data desconhecida]Os amigos de novo, uns mevão morrendo na morte e outros na vida: sumidos na terra ou… na lama. Parece ter o direito de chamar-te rapaz, o que aos 88 anos, ainda é visto rapaz, a quem os rapazes querem de amigo e vão chamar ao desgosto incurável. Aqueles a quem brincalhão, e vivo, apesar de tudo, chamo confiadamente o Casal Melo – a Maria Luísa e o José, são dos de mocidade pura que me abrem a compreensão. Penso que por nunca ter mudado, por ser, de cabelos brancos, o que foi de cabelos pretos, como afirmam os novos ao mesmo tempo que eu: por ser o mesmo, coroado de espinhos (aparentemente a mesma com algumas modificações) Os amigos de novo, e de combate, uns me vão morrendo na morte e outros na vida: ou cobertos de terra ou cobertos de lama. A Maria Luísa ao José, o Casal Melo a quem - brincalhão, [i] saber como tudo. – piadamente assim chamo, é dos novos de hoje, puros, que me vão substituir as amizades mortas. Certamente o ferão por nunca ter mudado, por, de cabelos brancos, ser o que fui de cabelos pretos, como afirmam os que novo me conheceram. Corado de espinhos – e espinhos de que só eu sei – aqui lhes deixo esta teatrada ou talvez não em que – única moca meu leito vou acertando com palavras, até que o faça com
Nota: Rascunho da Carta de Tomaz de Figueiredo a Maria Luísa e José Melo. |