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Tomaz de Figueiredo ao Ministro da Justiça a [data desconhecida]Senhor Ministro da JustiçaExcelência: Diz Tomaz Xavier de Azevedo Cardoso de Figueiredo, Romancista, Poeta, Crítico literário e de Artes Plásticas, Memorialista, Mestre de Língua – por tal reconheci- do pelos seus pares, em tempos galordoado com o, Prémio nacional Eça de Queiroz pelo seu romance também Licenciado em Direito, A.T.S. pelas Universidades de Coimbra e Lisboa (com 10 valores). Hoje notório – aposentado, adquirida impossibilidade permanente e advindo do Processo disciplinar que lhe foi movido e que o inutilizou com uma neuro-psicose: a mais terrível das doenças, e que só indefinida e em linha geral suplica, que no corpo que no espírito, a que por sumo requinte nem mata, a que fere por inteiro a afectividade, que só permanece intelectual e de todo morre (poema) “gritos Esganados” (poesia) “Espada de Fogo” (Poesia) “O Cadaver Delirante” (poesia) “Ecce Homo!” (prosa) – Malho Rodeiro (poesia) Sócio da Associação de Escritores e Homens de Letras também Antigo Notário – Presidente de Câmara Municipal de Ponte da Barca – Vice-Presidente da Junta Nacional dos Resinosos. Hoje Notário – aposentado, adquirido impossibilidade permanente como consequência do Processo Disciplinar que lhe foi movido e de cujo termos lhe resultou uma neuro-psicose terrível e dolorosa das doença, a que somente e em todos os sentidos Espirituais e físicas suplicia e por sumo requinte, nem mata, a que todos os sentimentos sentido e sensações tortura, equivalente à Danação Teológico; Senhor Ministro da Justiça Excelência: Tomaz Xavier de Azevedo Cardoso de igueiredo – - Homem de Honra e de Coração – Por vocação heridatariedade Mestre da Língua. Romancista. Poeta. Critico literário e de Artes Plásticas. Autor dos livros “A Toca do Lobo” galardoado com o Prémio Eça de Queirós (romance “Nó Cego” (romance) “Uma Noite na Toca do Lobo” (romance) “Procissão dos Defuntos” (romance) “Guitarra” (poesia)(publicados). Os livros que vão ser publicados: “A gata Borralheira” (romance) “Vida de Cão” (novela) “Tiros de Espingarda” (novelas) “Camisa De Onze dados” (novelas) “Túnica de Nesso” (romance) “Memorial de Ariel”(memorial) “Os Lírios Brancos ou a Salvação Universal” (tragédia) “Orfeu e Euridice” (poema) “Descida Aos Infernos” (poema) “Poço da Noite” (poesia) “Viagens no meu Reino” “A Canalha na Toca do Lobo” “As Meninas da Toca do Lobo” “As Meninas da Toca do Lobo” antes dos livros em projecto e já elaborados intelectualmente os quais viriam com os anteriores a constituir o romance Também: total de “A Toca do Lobo” Licenciado em Direito pelas faculdades de Coimbra e de Lisboa. Antigo notário. Antigo Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca Antigo Vice-Presidente da Junta Nacional dos Resinosos. Hoje: Notário aposentado, por invalidez incurável adquirida em consequência do processo Disciplinar que lhe foi movido e do qual, embora ilibado em sua honra, colheu uma neuro-psicose, a mais terrível das doenças humanas a que suplicia nula conhecimento da personalidade e que em todos os sentidos espirituais e físicos, a suplica que, por suma requinte, nem é mortal a equivalente à Danação Teológica – E tanto assim que os especialistas lhe chamam “Os Infernos”. Tanto assim que após meses de brutais preparaçãos culminam esta com os choques insulínicos afirmando que vão “descer aos infernos… Vertical: descida que de facto fazem mas que é de curta libertação e deixa o desespero de se ver fugida uma alegria irrecuperável. Historiado em súmula, o seu caso, diz agora o seu caso perdido. E reafirmar com toda honra o ideário religioso, político e social que no começo já proclamou. Diz agora, consequentemente: Que é pai de Tomaz Xavier Pereira de Castro de Azevedo Cardoso de Figueiredo, pintor e escultor, condenado pelo Tribunal Plenário de Lisboa e actualmente a cumprir pena. Que, pai e amigo, qua ainda sabe falar às dores dum filho, pai saudoso, pai que é poeta, pai do fundo da mais funda angústia, pai que padece no sangue da alma, pai a quem o seu mal não consetiu, fosse o advogado do filho, que nem deixou, fosse visitá-lo. Acompanha do fogo dessa angústia seu condenado mas puríssimo filho, o seu morgado o continuador digníssimo duma linha que tantos varões deu de antes quebrar que torcer, consoante a expressão do avô Sá de Miranda. Assim, - porque bem sabe o signatário aniquilado inútil o restante da sua vida, porque sabedor inútil a seu país, e a sua Família. Porque ciente de que não descansará em paz; Também porque ainda a sua companhia será de utilidade a seu referido Filho, rogo a V.Exª Senhor Ministro se digne ponderado o exposto que, a máxima tragédia do Homem só muito debilmente muito débil e deslavadamente é a tragédia que só os médicos avaliam e de largo enunciada, que se diga V.Exª ordenar nela estudado a forma do signatário ar encerrado no referido estabelecimento prisional em que seu filho cumpre a pena em que foi condenado. Entendendo-se como é o óbvio e de alimentações e as mais necessárias, apenas desejando lhe seja dado um quarto que partilhe com seu filho, e lhe seja autorizado a posse de papel e tinta e máquina de escrever, dos quais se utilizará, na medida em que a doença lhe consinta, em tentar continuar a obra que as suas crenças e a sua vocação literária tanto sonharam deixar ao património de Portugal ou A Bem da Nação. Lisboa ………………………………
Nota: Rascunho da Carta de Tomaz de Figueiredo ao Ministro da Justiça. |