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Tomaz de Figueiredo a Maria Emília Souto Mayor a 26 de Fevereiro de 1961M.ENada surpreendido, porque nem a monstruosa nem o absurdo podem já surpreender-me, com a notícia da sua carta, mas agradecendo-a, pois para mim tomo também o favor que a M.A. pediu-lhe fizesse, respondo que poderão vir os meus destroços de Estarreja quando a M.E. entenda e, até, sem me prevenir. Como apenas se Trata de os recolher, direi à criada que o faça, no caso de chegarem a hora em que eu não esteja. Aproveito, por minha vez, para lhe pedir que inste com a M.A. para que procure e me devolva dois livros meus dactilografados, que estiveram na casa de saúde da luz. Fiz a M.A. não se recordar de os ter guardado, mas tenho a certeza de que sim. Quanto aos mais livros meus que me faltam, ainda aceito possam estas nos caixotes, em Estarreja, embora a M.A. diga não se lembrar de os ter lá metido. Com muitas lembranças para a Fina e para a M.E. sou o seu Muito dedicado T. Lisboa, 26/2/1961 |