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Tomaz de Figueiredo a Maria Antónia de Figueiredo a 20 de Janeiro de 1958Minha Querida M. AntóniaForço-me a escrever-te, mas, cada vez mais, dolorosamente, o pensamento forceja por sofrear a dor. Recebi as palmilhas. Muito obrigado. Hoje acordei bom, mas breve me toldei. Em todo o caso, sinto- me um nada menos angustiado, talvez mais resignado, à dor, perpétua. Lutarei até ao fim para que tu e os meus queridos filhos não passem necessidades. Pronto. Que Deus me acuda. Beija-te com a sua fidelidade e amor de sempre, de sempre, o teu Tomaz |