Tomaz de Figueiredo a Maria Antónia de Figueiredo a 6 de Janeiro de 1959

Minha Querida Maria Antónia

Não falhou, como vês, a informação que te dei
e que me foi confirmada.
Faz o que puderes…E talvez possas mais do
que julgas. Ajuda Deus, porque Deus precisa
de ser ajudado.
Quando estejas com o Tomaz, fala-lhe de mim,
de quanto me arrasa a doença de que fui
vítima e que me paraliza. Diz-lhe que,
por cima de tudo, não deixo de o acompanhar
e de o beijar. Mas, repito-te, - ele,
precisa de auxílio activo, que até já será
tardio.
Por este correio te envio um vale.
Muitos beijos e saudades as três
pequenas e para ti do

Teu

Tomaz