Tomaz de Figueiredo a Maria Antónia de Figueiredo a 1 de Maio de 1959

Minha Querida M. Antónia

Recebi a tua carta. Hoje mesmo
escrevi ao Polónio, mas a verdade é que
não acredito em nada. A paralizia ou
paralização cerebral e física avançam, e
com elas a angústia e o desespero.
A ver o que o Polónio diz. Eu não
acredito que pudesse recuperar-se tudo
menos o artista. Acredito, sim, que a
perda virtual de tudo responderia a
perda real.
Muitas saudades para vós do

Teu Tomás